sábado, 28 de setembro de 2013

MUSEU DO CRIME - PALÁCIO DA JUSTIÇA

texto de Joana Queiroz 

Documentos sobre os crimes que tiveram grande repercussão, alguns abalaram e fazem parte da história de Manaus, assim como fotografias, armas antigas usadas para cometer crimes, pertences e acessórios de magistrados, além de equipamentos como motosserras, estão sendo catalogados para integrar o acervo do terceiro Museu do Crime do Brasil e o primeiro da Região Norte. O novo museu está sendo criado pelo Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM).
A ideia é colocar todo este acervo em um espaço próprio no TJ-AM e deixa-lo aberto para visitação pública para servir como fonte de pesquisa para estudiosos. Para o juiz auxiliar da presidência, Adalberto Carim Antônio, um dos idealizadores do museu, o espaço vai resgatar um pouco da história da instituição que presta relevantes serviços à sociedade.
As primeiras peças para o Museu do Crime já foram catalogadas. São 20 armas antigas. Elas foram entregues ao Parque Regional de Manutenção da 12ª região Militar do Exército Brasileiro, para serem inutilizadas. São espingardas, pistolas, garruchas e até submetralhadoras. Além de serem inutilizadas, as armas serão restauradas.
Entre as armas que estão catalogadas estão desde uma pistola da marca Lugher, de fabricação alemã, usada na 1ª Guerra Mundial, até as de fabricação caseira feitas por ferreiros da periferia. Essas começaram a aparecer na década de 90 com o surgimento das gangues de rua. “São armas que hoje não se usam mais, mas que chamam a atenção, principalmente para colecionadores”, afirmou Adalberto Carim.
Santa Etelvina
Processos criminais que foram destaques ao logo da história da Justiça do Amazonas também vão fazer parte do acervo do Museu do Crime. Um destes é o da morte da menina Etelvina Alencar conhecida hoje como “Santa Etelvina” e que dá nome a um dos bairros da Zona Norte de Manaus.
Segundo levantamento de historiadores da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), o crime aconteceu no ano de 1.845. Ela foi estuprada e assassinada a pauladas. O corpo foi encontrado cinco dias depois em perfeito estado e há quem diga que ela faz milagres.
Grande repercussão
Processos que ficaram conhecidos, como o do “caso Delmo” ocorrido em 1952, também estarão no museu. Delmo foi executado com requintes de crueldade por um grupo de taxistas motivados pelo sentimento de vingança. Delmo havia sequestrado e matado um colega dos motoristas. O processo teve mais de 40 réus e mobilizou a sociedade amazonense, com repercussão inclusive na revista Cruzeiro.
Outro caso cujo processo será catalogado para integrar o acerto é o que investigou a morte de um adolescente ocorrido no final da década de 70. O autor era um suposto homossexual identificado como Wallace que depois do crime passou a ser chamado de “Monstro da Colina”. O crime aconteceu no bairro do São Raimundo, Zona Oeste, nas proximidades do estádio da Colina.
Casos Fred, Rebecca, Oliva e Colina
A história de outros crimes famosos, como o da estudante Carmem Rebeca, ocorrido na década de 70 vai estar no museu que o Tribunal de Justiça do Amazonas está preparando. Estudante do Colégio Auxiliadora, Carmem Rebecca foi estuprada e assassinada pelo padrasto, identificado como “Lôbo”.
Outro caso rumoroso é o da morte do menino Jairzinho cujo corpo foi encontrado no quintal da igreja de São Francisco, no bairro do mesmo nome, há poucos metros da janela do quarto do pároco. Jairzinho foi estrangulado com um torniquete e o assassino ainda jogou ácido sobre o corpo dele para evitar que o cheiro forte fosse sentido por quem frequentava a igreja.
Um outro caso que vai se tornar peça de museu é o da família do empresário do ramo de transporte Oliva Pinto. Quatro membros da família dele foram assassinados enquanto jantavam em um casarão localizado na Vila Municipal, Zona Centro-Sul.
Peças de inquérito da série de mortes que começou com o assassinato da universitária Daniela Damasceno em 2001 que ficou conhecido como “caso Fred” também estão sendo catalogadas para comporem o acerto, que vai contar ainda com itens como balaclavas e máscaras usadas por criminosas para praticar crimes em várias zonas de Manaus.








3 comentários:

  1. Sei não, mas a data do crime da Santa Etelvina está errado.
    MOSANI SANTIAGO

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  2. O caso Rebecca foi no inicio dos anos
    oitenta, na praça 14.

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  3. os últimos casos nunca ouvi, vcs podiam escrever sobre eles qualquer hora.

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